Por:Lúcio Cesar Loyola
Resumo: O presente artigo propõe levantar, discutir e compreender de que modo as
transformações sociais pelas quais estamos passando vêm contribuindo para que a
propaganda do Séc. XXI mudasse da proclamação de produtos para a produção de
subjetividades. Se na sociedade fordista um produto tinha uma finalidade específica e
utilidade prática, hoje acredita-se que ele exerça uma função muito mais cultural do que
material. Como a quantidade de propaganda veiculada na mídia é extremamente superior à
quantidade de produtos adquiridos pelo cidadão comum, as pessoas estariam consumindo
muito mais as informações geradas pelos anúncios publicitários do que o próprio produto
em si. Deste modo, cada vez mais o exercício da cidadania estaria cedendo espaço para o
consumo, na organização e participação dos indivíduos na sociedade. O que se pressupõe e
se debate neste artigo é que o consumo estaria deixando de ser um cenário de gastos inúteis
para se tornar, por meio da propaganda, um dos principais mediadores do mundo
contemporâneo.
Palavras-chave
Sociedade de Consumo, Sociedade da Informação, Sociedade em Rede.